O princípio, ou Gênesis 1 esculhambado
Quinze a vinte bilhões de anos atrás, o universo surgiu como uma erupção cataclísmina de calor, de partículas subatômicas ricas de energia. Em segundos, os elementos mais simples (hidrogênio e hélio) foram formados. À medida que o universo se expandia e esfriava, a matéria se condensava sob a influência da gravidade para formar estrelas. Algumas estrelas se tornaram enormes e depois explodiam como supernovas, liberando a energia necessária para fundir núcleos atômicos mais simples em elementos mais complexos. Dessa maneira foram produzidos, ao longo de bilhões de anos, a própria Terra e os elementos químicos da Terra de hoje. Cerca de quatro bilhões de anos atrás surgiu a vida – microorganismos simples com a capacidade de extrair energia de compostos orgânicos ou da luz solar, que eles usavam para sintetizar um vasto conjunto de biomoléculas mais complexas a partir de elementos mais simples e compostos da superfície da Terra.
(NELSON, David L. e COX, Michael M. Lehninger princípios de bioquímica, 4 ed. Coordenação da tradução de Arnaldo Antônio Simões e Wilson Roberto Navega Lodi. São Paulo: Sarvier Editora de Livros Médicos Ltda., 2006, pág. 1. Grifo no original)
O mundo é eugênico
A enzima mutante pode ter adquirido uma especificidade levemente diferente, por exemplo, de forma que ela agora é capaz de usar algum composto que a célula era previamente incapaz de metabolizar. Caso uma população de células se encontre em um ambiente onde aquele composto fosse a única ou mais abundante fonte do alimento disponível, a célula mutante teria uma vantagem seletiva sobre as outras células não mutadas (tipo selvagem) na população. As células mutantes e sua progênie sobreviveriam e prosperariam no novo ambiente, enquanto as células do tipo selvagem ficariam desnutridas e desapareceriam. Isso é o que Darwin entendia como a “sobrevivência do mais hábil sob pressão seletiva”.
(NELSON e COX, obra citada, pág. 30)
Um pouco de fé
Mutações no DNA que passam para a descendência – ou seja, mutações que são realizadas nas células reprodutivas – podem ser perigosas ou mesmo letais para o organismo; elas podem, por exemplo, levar à síntese de uma enzima defeituosa que não seja capaz de catalizar uma reação metabólica essencial. Ocasionalmente, entretanto, uma mutação equipa melhor um organismo ou célula para sobreviver no seu ambiente
(NELSON e COX, obra citada, pág. 30)
A teoria do caos
Com paixão, cultura e talento incomum para contar histórias, o evolucionista [Stephen Jay Gould] defende a idéia de que características vegetais e animais, incluída aí a cultura humana, não aparecem com um propósito. Surgem por acaso e acabam sendo aproveitadas.
O CARÁTER aleatório da evolução. Superinteressante, nº 139, abril de 1999. Disponível em http://super.abril.com.br/superarquivo/1999/conteudo_83026.shtml. Acesso em 23 de janeiro de 2009.
Machismo
Segundo Barash [David Barash, professor de psicologia na Universidade de Seattle] e Lipton [Judith Eve Lipton, psiquiatra], o fato de não ocorrer monogamia na natureza (e de os machos serem tão volúveis e vorazes em seus apetites sexuais) pode ser explicado por uma contabilidade evolutiva. Esperma é barato, óvulos são caros. Melhor dizendo: um macho normal de qualquer espécie produz milhares de espermatozóides todos os dias e está sempre à disposição para novos intercursos sexuais, ao passo que as fêmeas ovulam bem menos e – em caso de fecundação – têm que arcar com um grande número de responsabilidades, que os pesquisadores costumam qualificar com a expressão “investimento parental”.
O termo foi criado em 1970 por Robert L. Trivers, professor de antropologia e biologia da Universidade de Rutgers, Nova Jersey, Estados Unidos, e, desde então, faz parte do vocabulário dos pesquisadores. É uma mão na roda para elucidar algumas sinucas evolutivas ligadas ao comportamento sexual. Investimento parental explica, por exemplo, porque fêmeas da maioria das espécies são menos dadas a aventuras extraconjugais.
SARMATZ, Leandro. Monogamia – Monotonia? Superinteressante, nº 170, novembro de 2001. Disponível em http://super.abril.com.br/superarquivo/2001/conteudo_209179.shtml. Acesso em 27 de janeiro de 2009.
Não estamos nas cavernas, mas a Evolução explica tudo
“Na mulher, existe precaução para evitar que o homem se apaixone por outra e vá embora, o que, em épocas remotas, poderia causar a morte da mulher e da prole. No macho humano, essa precaução, programada geneticamente, está voltada para evitar que ele cuide do filho de outro homem, fruto de uma traição. O medo e as reações a uma infidelidade no casamento são muito fortes porque, para ambos os sexos, a traição poderia acarretar o fim genealógico de um indivíduo”, explica [o psicólogo Jorge Antônio Nogueira]
VILAS, Juliana. Rede de intrigas. Folha Universal, 17 de maio de 2009, pág. 15
E o resultado foi inequívoco: todo mundo tinha uma tendência a gostar de azul, mas as mulheres também tendiam a preferir a parte mais avermelhada do espectro de cores próximo do azul — o que quer dizer, na prática, tons de rosa e lilás.
Com isso, os pesquisadores conseguiram calibrar seus chutes de tal forma que eram capazes de identificar o sexo de uma pessoa só pela cor que ela tinha escolhido. A dupla especula que a preferência por esses tons entre mulheres pode ser o resultado da evolução da espécie humana — ao atuar como coletoras de frutos ao longo de milhões de anos, as mulheres teriam aperfeiçoado sua capacidade de detectar frutos maduros e avermelhados.
LOPES, Reinaldo José. Estudo confirma: mulheres preferem cor rosa. G1, 21 de agosto de 2007. Disponível em http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL91132-5603,00-ESTUDO+CONFIRMA+MULHERES+PREFEREM+COR+ROSA.html. Acesso em 22 de maio de 2009.
Conclusão
Por que as mudanças produzidas pela evolução demoram pelo menos milhares de anos? Será que os tempos grandes são para encobrir que a evolução não é um fato observável, para dizer o mínimo?
A datação por isótopos radioativos segue um modelo com erros primários. Um cientista, Joseph Whitney, já comentou sobre isso:
Whitney então acrescentou uma breve crítica aos pressupostos da datação radioativa. Ele comentou sobre as várias discordâncias nos resultados, o problema de separar “chumbo comum” de chumbo radiogênico, a possibilidade de que alguns supostos elementos radiogênicos poderiam ter sido acrescentados antes ou depois da deposição, a possibilidade de mudanças nas taxas de desintegração, a possibilidade de lixiviação seletiva, e os muitos conflitos com as previamente assumidas eras geológicas. Essas críticas também são ainda válidas.
(MORRIS, Henry. Radiometric Dating and the Bible: A Historical Review. Disponível em <http://www.icr.org/article/radiometric-dating-bible-historical-review/>. Acesso em 10 de agosto de 2009.)
Mas será que o importante não são os resultados de milhares de anos obtidos com uma formalidade qualquer?
Gálatas 5. 15 diz: “Se vós, porém, vos mordeis e devorais uns aos outros, vede não vos consumais também uns aos outros”. A Teoria da Evolução é esse princípio ao contrário. Aliás, a Teoria da Evolução é Cristianismo ao contrário. Se o Criacionismo é um erro científico, a Evolução é outro. Se os ateus querem fazer uma contraposição ao Cristianismo ou à religião em geral, fizeram parecer que não há melhor explicação para a origem e o desenvolvimento da vida que o Criacionismo e eles fogem de reconhecer isso. Como já disse alguém, evolução é 10% má ciência e 90% má filosofia.
Walter Nunes Braz Júnior
Contra os Reis e as Religiões – Sistema Paraíso Concreto