Veja: como o globo dá voltas e quem são os democratas homens honrados agora!

by

Este texto é dedicado àqueles que não se deram conta de que sofrem de uma lavagem cerebral que mistura analfabetismo funcional, reflexo condicionado e passionalidade ideológica agressiva. Bem, e também àqueles que já se deram conta que essa tragédia se difundiu pelo Brasil.

Bem, não estamos falando da má qualidade da escola brasileira e de o que está por trás disso. Bem, estamos falando disso também. Estamos falando de pessoas que seriam bem alfabetizadas, algumas das quais já escreveram monografias, seminários ou mesmo livros; mas quando estão diante de um texto, impresso ou em meio digital, não sabem o que é ler um texto e analisar o texto em si, percebendo-lhe as ideias, quais são corretas e quais não são, o que o autor quis comunicar e afins. Se o texto é da revista Veja, está comprometida com uma ideologia antipobre e é inaproveitável. Se é de um blogue antifeminista, é misógino medievalóide, conforme o autor, também racista e pedófilo. Se déssemos um atalho para denunciar o blogue Casa do Branquito, haveria quem o denunciasse por racismo sem nunca ter ouvido falar dele antes. E assim por diante.

Se houve alguém que a esta altura do texto, ou lendo o título percebeu o jogo de palavras, já parou de ler, é disso que estamos falando.

Começando, os autores são ateus, anarquistas, contra o casamento tradicional e contra o cacoete ritualista-antissexual que chamam de princípios morais. Mas a mulher que nunca se preocupou em dizer algo sobre o Manifesto SCUM a não ser para responder a quem “joga a lama no ventilador”, ou o negro que nunca reconheceu algo que os brancos fizeram além de destruir culturas e fazer com a sua tetravó o que não podiam fazer com as esposas, ou o cristão que nunca se preocupou em demonstrar de forma confiável que todo ateu é criminoso hediondo, não considere isso como uma justificativa para demonstrar que nós não somos isso ou aquilo para que estes leitores prossigam lendo a exposição das nossas ideias. Estamos dizendo isso para que o prezado leitor perceba que além de não sermos pessoas egoístas e alienadas, nós também lemos alguns dos mesmos escritos que os esquerdistas de hoje e participamos de algumas das mesmas atividades deles. Logo, somos melhores moralmente e mais conhecedores dos bons ideais do que alguns esquerdistas imaginam.

Antes, os direitistas eram perto da encarnação do pensamento pequeno-burguês, assim como os esquerdistas pareciam materializar a luta por um mundo melhor. A rede Globo, os grandes jornais, a revista Veja, a revista Época, o PFL/Democratas, o PL/PR eram perto da manifestação do preconceito, do capitalismo, da manipulação e da futilização da sociedade.

O que uns e outros se tornaram? Mesmo que o lado da direita continue basicamente o mesmo, isso se tornou secundário, porque a esquerda mudou, ou pelo menos têm outra imagem. Podemos dizer com pouco erro, podemos dizer que o movimento estudantil é feito de membros de uma facção partidária que “passam a mão” no que podem, membros de outras facções partidárias tentando “assumir o trono”, universitários relapsos, exibicionistas, alpinistas políticos e gente de bom coração que ainda não se deu conta de onde se meteu. O movimento negro é um aparato que se presta ao papel de trampolim de vigaristas mesquinhos com mais melanina, que acha que o vestibular é o racismo dos Estados Unidos de décadas atrás disfarçado de prova e que casos como o dos “guardinhas” do Carrefour de Osasco que espancaram o afrodescendente Januário Alves de Santana acusado de roubar o próprio carro representam a visão de mundo de todos os brancos (não podemos dizer que todo negro é bandido, mas podemos dizer que todo branco não-pobre é racista?). O movimento feminista é um movimento intelectualmente desonesto que não menciona os homens senão como estupradores, assassinos, egoístas ou tarados sem consideração, que finge que nem conhece a sua parte podre e cuja atividade se resume a fazer ataques pessoais aos opositores, citar estatísticas duvidosas ou mal interpretadas (uma das preferidas é a de que pagar menos a mulheres que a homens, prática proibida há mais de 20 anos só pela Constituição, é algo comum no país) e defender leis antimacho. Veja quantos masculinistas estão dando explicações do que não defendem só por causa do blog falso do Sílvio Koerich enquanto, pelo que vimos, só uma feminista (Lola Aronovich) se preocupou em falar, de forma ridiculamente evasiva, sobre a obra anti-homem “Manifesto SCUM” em “Pra quem não gosta, todo feminismo é radical”, no mesmo blogue em que dedicou postagens inteiras a mostrar o movimento masculinista como criminoso (ela diz que não quer dar “muito alarde porque divulgar o blog é tudo que eles querem na vida”, mas só mostra capturas de tela de escritos dos falsos masculinistas) e outra postagem inteira a “homenagens musicais aos mascus”. O movimento LGBT se assemelha ao movimento feminista em querer tornar os seus defendidos em uma raça a parte no mundo jurídico em nome de um preconceito muito menos generalizado do que eles dizem e uma violência que afeta bem mais o “time adversário”. E os esquerdistas em geral além de serem uma legião caucasofóbica, feminazista e lesbogueizista, conseguem condenar as violações aos direitos humanos contra os presos em Guantánamo pelos Estados Unidos, pelos policiais em favelas do Rio de Janeiro ou por “guardinhas” do Carrefour e do Walmart e na página seguinte do mesmo jornal ou na postagem seguinte do mesmo grupo, louvar Cuba, a China ou o Afeganistão como revolução antiimperialista bem sucedida.

E quando esta turma do bem vê algum texto com visão contrária, mesmo aqueles que têm pós-graduação (não vamos nos alongar sobre a notória desgraça da educação brasileira), quase sempre se limita a desqualificar o nível intelectual do autor, comentar textos de Arnaldo Jabor falando de seus filmes malsucedidos, comentar textos da Veja dizendo que ela é neoliberal, e assim por diante, quando não pode avacalhar um texto de várias laudas distorcendo pedaços de frases. Isso quando se manifestam, muitas vezes em comentários com ortografia dantesca, em caixa alta, sem divisão de parágrafo ou anônimos. A maioria (principalmente mulheres) prefere falar pelas costas sobre a vida sexual de Imaculada e Abigail sem dizer nada alusivo a qualquer texto delas.

É um tanto desagradável para nós, e para qualquer pessoa inteligente amante da verdade que não simpatize com os ideais “burgueses”, ver que agora é o “outro lado” que é mais referência de informação e de pensamento. Para os que têm os ideais que a turma da justiça social diz que defende, é chato ver textos sobre liberdade e totalitarismo escritos por Olavo de Carvalho ou um “olavete”, e não na coluna de Fidel Castro na Caros Amigos; sobre feminismo dos blogueiros da extinta Central Masculinista ou dos Homens Honrados, e não da Agência Patrícia Galvão; sobre os não-brancos ou os homossexuais no blogue do Rodrigo Constantino, e não na página do PSTU; e ver, com talvez 3 ou 4 frases de diferença, textos que eles mesmos teriam escrito se tivessem tido tempo e material para escrever.

Se um governo de esquerda foi mesmo uma experiência necessária no Brasil, não haveria um presidente melhor que Lula. E foi mau para o país e a própria esquerda de verdade. Assim como a própria experiência socialista: depois que surgiu e acabou o Segundo Mundo, não vimos nenhuma tragédia enunciada antes da Revolução Russa por escritores perspicazes, alguns ex-marxistas, que não tivesse acontecido. O problema dos comunistas e socialistas hoje não é dar um chá de “Manifesto Comunista” para burgueses, é dar explicações sobre a vida dos cubanos no governo dos irmãos Castro ou sobre a reportagem da Veja sobre Che Guevara (“Há quarenta anos morria o homem e nascia a farsa”, 03 de outubro de 2007). Aqui no Brasil, o problema dos lulopetistas em 2010 não foi provar que o PT e o PCdoB vão fazer a “socialização das mulheres”, coisa aliás bem respondida no Manifesto Comunista escrito em 1848, foi provar que o Mensalão não existiu, ou que a corrupção não começou no governo PT, e que era imperativo eleger uma certa senhora mal conhecida de origem duvidosa para o concorrente Fernando Henrique Cardoso não voltar à presidência acabando com a faculdade do pobre e privatizando a Caixa Econômica Federal.

Os autores de O Livro Negro do Comunismo, que são marxistas, disseram que o escreveram porque “não se pode deixar a uma extrema direita cada vez mais presente o privilégio de dizer a verdade”. E isso é cada vez mais o que estamos vendo hoje. Esquerdistas de bom coração, tomem isso como alerta.

Ah, e como surgirão palavras alusivas aos vários “preconceitos” em uma discussão como esta, indicamos ao leitor o texto “Inversão totalitária”. É do Olavo de Carvalho. E aguarde o nosso “O Planeta dos Macacos – parte 2: combate ao preconceito, o AI-5 de 1 e 99″.

Imaculada Virgínia Pereira Souto

 

Abigail Pereira Aranha e

 

Walter Nunes Braz Júnior

Grupo O Reino de Deus:
Os laços entre religião e totalitarismo, preconceito, abuso de autoridade, repressão ao sexo, entre outras coisas
http://www.grupos.com.br/group/oreinodedeus
oreinodedeus@grupos.com.br
Grupo Paraíso Concreto:
Ateísmo, anarquia, movimentos, viver bem e ações práticas
http://groups.google.com/group/paraiso-concreto
http://www.grupos.com.br/group/semsenhores
semsenhores@grupos.com.br
Grupo Sexo e Conversa:
Discussões do grupo Paraíso Concreto e material de sexo
http://groups.google.com/group/sexoconversaetc1
Fórum Paraíso Concreto:
http://paraisoconcreto.forumeiros.com/

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

You are commenting using your Twitter account. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

You are commenting using your Facebook account. Sair / Alterar )

Connecting to %s


Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.